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  • Ana Beatriz Araújo Cerqueira

O que é preciso para ser legal designer?


Ao ler "Design thinking", do Tim Brown, fiquei pensando nos design thinkers que tive o prazer de encontrar pela vida.


Meu avô José Maria era um design thinker. Marceneiro, lembro de quando uma vez fui visitá-lo e ele, que tinha alguns membros paralisados em decorrência de um AVC, tinha inventado um dispositivo de madeira que segurava as páginas dos livros que tanto lia. Das ferramentas que tinha, criava as soluções que precisava, baseado no conhecimento profundo que tinha da persona a qual aquilo se destinava - que, nesse caso específico, era ele mesmo.


No mundo jurídico, mais uma vez retorno ao gabinete, minha chefe Ana certa vez contou que a planilha de triagem que usávamos para cuidar dos processos tinha sido inventada por um servidor da Justiça Federal, que a havia disponibilizado gratuitamente. Se esse moço não é um legal designer, não sei mais quem seria.


Nessa cultura da hipercertificação que estamos imersos, é preciso também estarmos apegados às teorias que sustentam aquilo que construímos. No livro de Tim, que inspira Margareth Hagan no conduzir de uma teoria para o legal design, a única regra repetida muitas vezes era: erre muitas vezes.


Uma educação para o legal design deve ser inspiradora e nunca acusativa. Nunca tentando estabelecer critérios do que é mais ou menos legal design. Resolveu uma dor? Trouxe efetividade? Ao menos, foi uma tentativa? Estrelinha de design thinking. Envolvia questões jurídicas? Estrelinha de legal design.


Pensando em tudo isso, reuni alguns pensamentos que tenho sobre a carreira como legal designer e trouxe essas reflexões para vocês. Longe de ser prescritiva, minha intenção é puramente provocativa.











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